terça-feira, 16 de dezembro de 2025

A reencarnação muito além do espiritismo

                    O entendimento da reencarnação surgiu muito antes da codificação do espiritismo que aconteceu em 1857, existem casos desde a antiguidade oriental, sendo abordada de acordo com as limitações, culturas e entendimento dos povos que já associavam a vida atual com as anteriores.
                     No Egito antigo, sacerdotes já difundiam a ideia de metempsicose, em que seria possível reencarnar num corpo de animal numa vida futura caso não agissem corretamente nessa vida atual, o budismo ainda acredita nisso.
                     Nessa linha de pensamento acredita-se que a a alma pode regressar num corpo de espécie inferior, servindo como punição. Neste raciocínio, a alma humana poderia reencarnar como um lobo por exemplo, caso tivesse sido um individuo de índole feroz, ou como um asno, caso tivesse utilizado sua inteligência para o mal, ou uma serpente, caso se envolve-se em intrigas maldosas, etc.
                      Em o livro dos espíritos dos encontramos conteúdos acerca da metempsicose, onde os espíritos superiores nos explicam que não é possível um espírito que reencarnou num corpo humano voltar como animal numa próxima existência. ''Isso seria retrogradar e o espírito não retrograda''. Nem também podemos afirmar que tal pessoa seria a reencarnação de algum animal, visto que de animal conservamos apenas o corpo, as paixões e os instintos.
                      Na Índia e no Nepal, o hinduísmo é a religião predominante, considerado como um modo de vida para alguns filósofos, o hinduísmo considera o carma como uma lei própria do mundo material, decorrente de um ideal de causa e efeito.
                      No livro Ação e Reação, a compreensão de causa e efeito é tida como ''toda ação ou movimento que deriva de causa ou impulsos anteriores. Para nós expressará a conta de cada um, englobando os créditos e os débitos, que em particular, nos digam respeito''. Portanto é simples compreender que as boas ações sempre gerarão bons frutos, e as más ações trarão resultados negativos em nossa existência.
                       Ao estudarmos a relação do carma do hinduísmo, a lei de causa e efeito e a ideia da reencarnação, percebemos que o ser humano é formado por um corpo material, possuímos um corpo sutil, energético, que alguns chamam de alma. Este corpo é formado pelos sentidos da percepção, capacidade ação, de pensar e agir conforme nossos aprendizados, ou seja, a mente e o intelecto fazem parte de nossa essência. 
                       Na reencarnação, a única coisa que levamos de uma vida para outra é o conhecimento que fica sempre gravado no corpo sutil ou períspirito, na maioria das vezes acessamos essas lembranças como algo certo, pois já fazem parte de nossa vida como situações certas ou erradas, afinal já possuímos um discernimento do que pode-se fazer ou não.
                        Os gregos antigos acreditavam na transmigração da alma, Orfeu, Pitágoras, Píndaro e Platão produzirão pensamentos acerca desse assunto. Baseado nas crenças e praticas desses ensinamentos atribuídos ao poeta e músico Orfeu, surgiram os órficos, seguidores do orfismo. Os órficos desdenhavam o materialismo, atribuindo valor à parte espiritual, ou seja a alma, a qual estava em uma espécie de prisão, que seria o nosso corpo físico.
                        No espiritismo somos esclarecidos pelos espíritos que ''durante a vida, o espíritos se acha preso ao corpo pelo seu envoltório semimaterial ou perispírito''. Entretanto sem necessariamente ser encarada essa prisão como algo negativo, mas necessária para o nosso avanço, adiantamento e evolução do próprio espírito.
                        ''As grandes ideias jamais irrompem de súbito. As que assentam sobre a verdade sempre têm precursores que lhes preparam parcialmente os caminhos. Depois, chegando o tempo, envia Deus um homem com a missão de resumir, coordenar e completar os elementos esparsos, de reuni-los em corpo e doutrina''. Evangelho Segundo o Espiritismo.
                        Percebe-se que ao longo dos séculos fomos sendo preparados gradativamente para a concepção dos ideais espíritas, e que mesmo, aparentando ideais pagãos, a proximidade com a filosofia do Cristo rompe quaisquer preconceitos e nos aproxima da proposta da reencarnação para nos aproximarmo-nos da perfeição de Deus. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O caminho do bem

                        ''Não te prendas ao passado material, mas sim as lições e virtudes que ele deixou em seu coração''. Espírito André Luiz.
                      Quem busca algo para transformar sua vida nas religiões espiritualistas e espíritas, encontra os ensinamentos de Jesus, a moral do Cristo é pura e universal. A maioria das religiões seguidas em nossa planeta, tem o Cristo como modelo e guia, pois em sua passagem pela terra deixou muitos ensinamentos e orientações espirituais.
                       Encontramos no Salmo 32:8 ''Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir, guiar-te-ei com meus olhos''. Este versículo, carregado de ternura e sabedoria, reflete a promessa divina de orientação constante, algo que encontra eco nos princípios espíritas de aprendizado contínuo e auxílio dos bons espíritos.
                        No espiritismo, as escrituras sagradas são vistas sob uma ótica que transcende o literalismo, buscando seu significado espiritual e moral. Allan Kardec destacou que muitas das palavras do Cristo possuem sentidos velados que foram revelados a luz do espiritismo, como parte de um ensino progressivo da humanidade. A parábola do Bom Samaritano por exemplo, revela o ideal de amor ao próximo, que também é uma das bases da moral espírita. 
                         Voltando ao Salmo 32:8, assim como muitos outros textos bíblicos, ele sugere que Deus não apenas nos observa, mas nos guia através de meios diretos e indiretos. No contexto espírita, isso pode ser interpretado como assistência dos espíritos protetores, que segundo o livro dos espíritos, têm como missão nos orientar e auxiliar em nossa evolução.
                         A frase ''instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir'' evidencia a ação divina de ensinar, mas respeitando o livre arbítrio humano. Na doutrina espírita percebemos que o aprendizado é pessoal e intransferível.
                          Leon Dennis no livro o problema do ser, do destino e da dor nos diz: ''A vida do ser consciente é uma vida de solidariedade e liberdade. Livre dentro dos limites que lhe assinalam as leis eternas, faz-se o arquiteto do seu destino. O seu adiantamento é obra sua. Nenhuma fatalidade o oprime, salvo a dos próprios atos, cujas consequências neles recaem, mas não podem desenvolver-se e medrar senão na vida coletiva com o recurso de cada um em proveito de todos''.
                          Nesse sentido os espíritos superiores nos guiam, mas cabe a cada um de nós escolhermos o melhor caminho a ser seguido. Nada elimina a responsabilidade individual, ao contrário, tudo nos lembra que o aprendizado decorre de nossa interpretação dos fatos e acontecimentos. O plantio é livre, mas a colheita é obrigatória.
                          A moral espírita busca resgatar a essência dos ensinamentos do Cristo, enfatizando o amor, a caridade e ao fraternidade, propondo que a evolução moral e espiritual do ser humano seja contínua, exigindo esforço e compromisso de cada um de nós, para transformar nossos hábitos, pensamentos e sentimentos.
                          Somos seres espirituais vivendo uma experiência humana, todos passamos por dificuldades, mas é na dificuldade que aprendemos a ter resiliência, portanto, tenha paciência caso sua prova seja difícil, no final valerá a pena tudo o que você realizou, escolha seguir pelo caminho do bem e seja feliz.