A busca da afetividade constitui-se uma ansiosa necessidade de intercâmbio e de relacionamento entre nós seres humanos, com nossas almas imaturas, buscamos no outro aquilo que deveria estar em nós mesmos.
Algumas pessoas acreditam que poderão evoluir com a ajuda dos outros, sabemos que não é bem assim, é lógico que evoluímos em comunidade, mas colocar todo esse peso nos outros não é correto, afinal de nada adianta os que estão ao nosso redor crescer espiritualmente, se nós não fizermos nada para alcança-los.
É comum em meio a essa procura interior de equilíbrio, as pessoas sentirem-se solitárias, atormentam-se na incessante inquietação de que somente sentirão segurança e paz, quando encontrarem alguém que lhes constitua suporte emocional. Neste conceito encontra-se um grande equívoco, pois esperamos do outro algo que deveria partir de nós mesmos.
Um solitário quando se apoia em outro indivíduo, que também tem necessidade afetiva, forma uma dupla de buscadores a sós, esperando aquilo que não sabem ou não desejam oferecer. É claro que este relacionamento está fadado ao desastre, à separação, em face de se encontrarem ambos distantes um do outro emocionalmente, cada qual pensando em si mesmo, apesar da proximidade física.
Face imprescindível desenvolver a capacidade de amar, porque o amor também é aprendido. Ele se encontra implantado no ser como decorrência da afeição divina, no entanto não poucas vezes adormecido ou não identificado, deve ser trabalhado mediante experiências de fraternidade, de amorosidade, de respeito e amizade.
Partindo-se de pequenas conquistas e de alegrias internas, podemos desenvolver mediante a arte de servir e ajudar os que precisam, criando, estreitando e ampliando este sentimento. Estreitam-se pelo fato de aprendermos com os outros, ampliam mediante a capacidade de entendimento dos limites do outro, sem exigências descabidas, sem posse ou submissão alheia.
Por causa dos conflitos do passado, esses indivíduos insatisfeitos, que se acostumaram às bengalas, às fugas psicológicas, pensam que através da afetividade que recebem, lograrão o preenchimento do vazio existencial, como se fosse uma forma miraculosa para solucionar-lhes as inquietações.
Os conflitos devem ser enfrentados nos seus respectivos campos de expressão e nunca mediante o mascaramento das suas exigências, transferindo-se de apresentação. Os fatores psicológicos dessas embaraçosas situações são muito complexos e necessitam de terapêuticas cuidadosas, de modo que possam ser diluídos com equilíbrio, cedendo lugar a emoções harmoniosas propiciadoras de bem estar.
Neste sentido, a afetividade desempenha importante tarefa, qual seja o desenvolver da faculdade de amor com lucidez, ampliando o entendimento em torno de nossa melhora existencial que se reverterá como motivação para nosso crescimento intelecto-moral.
Ninguém pode viver com alegria sem expressar sua afetividade. Somos seres emocionais, precisamos de carinho e sentimento de amorosidade. A afetividade é mensagem de amor, que virá do universo, dos seres espirituais, dos que estão próximos e principalmente de nós mesmos. O auto amor é a chave de sucesso para possuirmos uma vida plena e significativa.
A afetividade deve ser estendida a tudo, os seres humanos, os animais, os vegetais, minerais, ou seja a natureza e ao planeta. Quem se ama, ama tudo ou seu redor, e o amor é algo íntimo, que nasce dentro de nós, e não algo externo que precise de outros para dar certo.
Quando nos amamos, se instala em nós, a beleza e a alegria de viver. Dessa forma a saúde integral, sem dúvida é geradora de harmonia, potencializada pelo sentimento de amor, com muitas conquistas culturais que levarão à realização pessoal, trabalhando pelo equilíbrio e funcionamento existencial. Gerando felicidade e bem estar.
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