quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Porque buscamos tanto a afetividade?

                         A busca da afetividade constitui-se uma ansiosa necessidade de intercâmbio e de relacionamento entre nós seres humanos, com nossas almas imaturas, buscamos no outro aquilo que deveria estar em nós mesmos.
                    Algumas pessoas acreditam que poderão evoluir com a ajuda dos outros, sabemos que não é bem assim, é lógico que evoluímos em comunidade, mas colocar todo esse peso nos outros não é correto, afinal de nada adianta os que estão ao nosso redor crescer espiritualmente, se nós não fizermos nada para alcança-los.
                    É comum em meio a essa procura interior de equilíbrio, as pessoas sentirem-se solitárias, atormentam-se na incessante inquietação de que somente sentirão segurança e paz, quando encontrarem alguém que lhes constitua suporte emocional. Neste conceito encontra-se um grande equívoco, pois esperamos do outro algo que deveria partir de nós mesmos.
                     Um solitário quando se apoia em outro indivíduo, que também tem necessidade afetiva, forma uma dupla de buscadores a sós, esperando aquilo que não sabem ou não desejam oferecer. É claro que este relacionamento está fadado ao desastre, à separação, em face de se encontrarem ambos distantes um do outro emocionalmente, cada qual pensando em si mesmo, apesar da proximidade física.
                      Face imprescindível desenvolver a capacidade de amar, porque o amor também é aprendido. Ele se encontra implantado no ser como decorrência da afeição divina, no entanto não poucas vezes adormecido ou não identificado, deve ser trabalhado mediante experiências de fraternidade, de amorosidade, de respeito e amizade.
                      Partindo-se de pequenas conquistas e de alegrias internas, podemos desenvolver mediante a arte de servir e ajudar os que precisam, criando, estreitando e ampliando este sentimento. Estreitam-se pelo fato de aprendermos com os outros, ampliam mediante a capacidade de entendimento dos limites do outro, sem exigências descabidas, sem posse ou submissão alheia.
                      Por causa dos conflitos do passado, esses indivíduos insatisfeitos, que se acostumaram às bengalas, às fugas psicológicas, pensam que através da afetividade que recebem, lograrão o preenchimento do vazio existencial, como se fosse uma forma miraculosa para solucionar-lhes as inquietações.
                      Os conflitos devem ser enfrentados nos seus respectivos campos de expressão e nunca mediante o mascaramento das suas exigências, transferindo-se de apresentação. Os fatores psicológicos dessas embaraçosas situações são muito complexos e necessitam de terapêuticas cuidadosas, de modo que possam ser diluídos com equilíbrio, cedendo lugar a emoções harmoniosas propiciadoras de bem estar.
                       Neste sentido, a afetividade desempenha importante tarefa, qual seja o desenvolver da faculdade de amor com lucidez, ampliando o entendimento em torno de nossa melhora existencial que se reverterá como motivação para nosso crescimento intelecto-moral.
                       Ninguém pode viver com alegria sem expressar sua afetividade. Somos seres emocionais, precisamos de carinho e sentimento de amorosidade. A afetividade é mensagem de amor, que virá do universo, dos seres espirituais, dos que estão próximos e principalmente de nós mesmos. O auto amor é a chave de sucesso para possuirmos uma vida plena e significativa.
                      A afetividade deve ser estendida a tudo, os seres humanos, os animais, os vegetais, minerais, ou seja a natureza e ao planeta. Quem se ama, ama tudo ou seu redor, e o amor é algo íntimo, que nasce dentro de nós, e não algo externo que precise de outros para dar certo.
                      Quando nos amamos, se instala em nós, a beleza e a alegria de viver. Dessa forma a saúde integral, sem dúvida é geradora de harmonia, potencializada pelo sentimento de amor, com muitas conquistas culturais que levarão à realização pessoal, trabalhando pelo equilíbrio e funcionamento existencial. Gerando felicidade e bem estar.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Saia do autojulgamento e da culpa, você é seu bem mais precioso

                  Despertar a consciência do ser ou o self como nos traz a mentora espiritual Joanna de Ângelis, está associado as leis morais, que estão escritas em nossa mente espiritual, pelo menos aquilo que já aprendemos. Essas leis são divinas por excelência, pois é através delas que nos modificamos e evoluímos, elas aturdem nossa ignorância com o combate necessário de nossas más tendências.
                  Através da educação que vamos adquirindo vida após vida, ainda buscamos quando estamos encarnados, uma subsistência portentosa com luxos e regalias, visando mosso bem estar material, dessa forma podemos esquecer ou diminuir os desejos que nosso eu espiritual possui. Faz parte de nosso aprendizado ouvirmos nossa voz interior, mas nem sempre conseguimos, pois o barulho exterior é quase sempre mais forte que nossos desejos internos.
                   A psicologia moderna tem divulgado amplamente que a culpa nos adoece, nos levando pelo caminho da depressão, ansiedade, fobias e outros transtornos mentais-emocionais. É comum cairmos na teia do autojulgamento, isso é um reflexo de nossa consciência divina, que clama por melhora de conduta, ela exige de nós uma auto avaliação.
                    Joanna de Ângelis nos diz no livro Amor, imbatível amor: ''A culpá não diluída é terrível flagício(ação inflamante) que dilacera o ser, seja conscientemente ou não, impondo a necessidade de reparação do dano causado''.
                    O processo natural de aprendizagem evolutivo da criatura humana requer erros, porque ao conhecermos os efeitos, valorizamos as condições harmoniosas do bem operante. Quando nos equivocamos, a postura é outra, não a da culpa, mas do arrependimento sincero, que se torna o primeiro passo para o reequilíbrio do ser.
                     Não iremos para lugar nenhum com as lamentações provocados pelo autojulgamento ou da culpa, há alguns que para se esconder vestem a máscara do puritanismo, tentam negar o que realmente está em seu íntimo. Feliz daquele que percebe e enfrenta seu mal interior e tenta transformar sua vida.
                     Se decidirmos caminhar pelo caminho da hipocrisia, vamos causar dor a nós mesmos, um sofrimento que muitas vezes vai nos derrubar ou prejudicar quem está ao nosso redor. A melhor forma de evoluirmos é o enfrentamento das situações, a fuga é o estacionamento espiritual.
                      Se você está passando por problemas emocionais, procure por ajuda, vá fazer terapia, busque auxilio espiritual, desabafe com um amigo, ore e encontre paz na prece. Ninguém está realmente sozinho neste mundo, peça por ajuda e transforme sua caminhada.
                       Sigamos o exemplo de santo Agostinho de Hipona, desenvolvendo o hábito de analisar nossos passos, cuida de suas emoções, observa suas reações e busque uma vida mais leve e prazerosa. Cuida de sua energia espiritual, dessa forma encontrará suas motivações para continuar no caminho do bem. 
                       Abranda o olhar severo que dispensas para si mesmo, perdoe-se, ame-se e valorize cada novo aprendizado, mesmo que às vezes a vida seja dura e pesada, não desanimes, se fortaleça na fé e na resiliência. Pois no final tudo valerá a pena, você crescerá e prosperará espiritualmente.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Intuição, nosso bem mais precioso

                    Ao longo do processo evolutivo transitamos pelo reino mineral, vegetal, animal e hominal e desenvolvemos inúmeros recursos e habilidades, e a partir deles ampliamos nosso entendimento sobre a vida e as leis divinas que a regem.
                Em tempos mais distantes, atribuímos às expressões da natureza o papel da divindade, às quais reverenciámos ou tememos. Adorávamos o sol como um deus e temíamos os raios e trovões, pois os interpretávamos como a ira divina. Com a ampliação de nossa compressão, hoje reconhecemos os fenômenos da natureza com a criação divina que se deve ser cuidada e preservada por todos nós, somos cocriadores.
                 Ao nos desembaraçarmos do primitivismo, gradativamente despertamos os instintos, as sensações e as percepções, desenvolvemos a inteligência, reconhecemos as emoções e nos direcionamos para atingir o ápice da evolução: a vivencia do amor universal.
                 Nossa caminhada evolutiva transcorre sobre o amparo da espiritualidade maior, com atuação mais direta do grupo de espíritos que nos protegem nesta encarnação, protetores individuais e demais bem feitores.
                 Allan Kardec nos explica que nossa interação com os bem feitores espirituais ocorre pela mediunidade: ''Médiuns são pessoas aptas a sentirem a influência dos espíritos e a transmitir os pensamentos destes. Toda pessoa, que num grau qualquer, experimente a influência dos espíritos, é por este fato médium. Essa faculdade é inerente ao homem, e por conseguinte, não constitui privilégio exclusivo, donde se segue que poucos são que não possuem um rudimento de tal faculdade. Pode-se dizer que toda gente, mais ou menos é médium''.
                   No contexto espiritual, o conhecimento está a serviço da evolução do espírito. Para ampliarmos este conhecimento espiritual, contamos com a vasta literatura espírita, dessa forma observamos que a intuição cresce a cada encarnação, favorecendo a disseminação do conhecimento, num empenho continuo e amoroso com a espiritualidade superior para nos tornarmos acessíveis as verdades espirituais.
                    Joanna de Angelis nos diz: ''O psiquismo divino, nele latente, responde ao apelo das forças superiores, qual antena que capta a emissão de mensagens alcançadas somente nas ondas que sintoniza. Experimentando este prazer ético e estético, diferente da brutalidade do primarismo, acostuma-se com ele e esforça-se para novos cometimentos que, a partir de então já não cessam, desde que, encerrado um ciclo, qual espiral infinita, outro prazer se abre atraente, parecendo-lhe cada vez mais fácil''.
                     Ou seja, a intuição, assim como outros tipos de mediunidade nasce, cresce e floresce gradativamente vida após vida. Se nessa vida sua intuição é rudimentar, esforce-se para aprender e desenvolve-la e poderá em outra vida estar bem aflorada e lhe ajudar no seu aprimoramento e na forma de viver a vida.
                      Amparados pelos bem feitores espirituais, somos estimulados a vivenciar e conhecer aquilo que favorece a nossa elevação moral. Somos instruídos amorosamente a construir a edificação de nosso ser, reverberando na convivência com o próximo podendo assim contribuir para a pacificação universal.
                      A intuição é nosso bem mais precioso, pois por ela abrimos as portas da percepção e do entendimento espiritual, somos espíritos vivendo uma experiência humana e não o contrario. Comece a ouvir sua voz interior, entenda que seu Eu interno lhe dá muitas dicas, assim como a espiritualidade que nos assessora. Quem ouve a intuição é mais assertivo nas decisões e vive mais feliz.
                  

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Por qual motivo um espírito desencarnado se comunica com os vivos?

                      Sempre existiu a comunicação dos encarnados com os desencarnados, na doutrina espírita aprendemos que o telefone toca de lá para cá, que não devemos chamar os espíritos por coisas fúteis, mas muitos de nós pedimos por um acalento e nossos entes queridos se apresentam de uma ou outra forma.
                      Os espíritos se comunicam por diversos motivos, movidos por sentimentos, necessidades e graus evolutivos distintos; cada mensagem, manifestação ou presença espiritual carrega uma intenção, que pode ser de auxílio, arrependimento, amor ou mesmo ignorância.
                       Kardec nos traz: Os espíritos podem comunicar-se espontaneamente ou acudir ao nosso chamado, isto é, vir por evocação?  Pensam algumas pessoas que todos devem abster-se de evocar tal ou tal espírito e ser preferível que se espere aquele que queira comunicar-se. Fundam-se em que, chamando determinado espírito, não podemos ter a certeza de ser ele quem se apresente, ao passo de que aquele que vem espontaneamente, por sua própria vontade, melhor prova a sua identidade, pois que manifesta assim o desejo que tem de se entreter conosco.
                         Alguns espíritos buscam o contato com os encarnados por laços afetivos, com seu familiares e amigos, mantém viva a afeição e o desejo de consolar os que ficaram. Essas comunicações costumam ter caráter amoroso e edificante, trazendo mensagens de esperança, conforto e a certeza de que a morte não é o fim.
                         Há os que se comunicam por arrependimento, após o desencarne, muitos percebem os erros cometidos e buscam se redimir, orientando os vivos a não repetirem seus equívocos. Nas reuniões mediúnicas, esses espíritos são acolhidos, esclarecidos e auxiliados pelos mentores espirituais e pelos encarnados. Suas palavras muitas vezes cheias de dor e aprendizado, tornam-se lições morais e provas da justiça divina.
                          É a vibração do nosso pensamento que atrai companhias semelhantes, dessa forma, muitas vezes espíritos inferiores acabam por comunicar-se para tentar influenciar ou satisfazer seus desejos materiais, encontrando nos encarnados ressonância para as suas intenções. Portanto tenha cuidado com seus pensamentos e atos, eles definirão quem se aproxima de você, seja encarnado ou desencarnado.
                           Em contrapartida, os espíritos superiores comunicam-se para instruir e amparar a humanidade, inspiram médiuns, filósofos, cientistas, religiosos, impulsionando o progresso moral e intelectual do planeta. Suas mensagens elevadas tem o propósito de esclarecer consciências, fortalecer a fé racional e reafirmar os princípios do amor e da fraternidade universal. São emissários de luz que utilizam a mediunidade como canal de ensino e caridade.
                            Nenhuma comunicação ocorre sem uma razão justa e necessária dentro da ordem divina. Seja por amor, arrependimento, instrução ou apego, todo contato espiritual é uma oportunidade de aprendizado mútuo, tanto para o espírito como para nós encarnados. Compreender o que motiva um espírito a se comunicar é reconhecer que a vida continua e que a morte é apenas uma mudança de estado.
                            O espiritismo nos ensina que as vozes do além não vêm por acaso, são ecos da eternidade chamando-nos à reflexão, ao amor e à melhoria de nós mesmos. Verdadeiros impulsos do coração que superam as barreiras de vibração entre os dois planos, mostrando que o amor é a força que transcende a matéria.