Ao longo do processo evolutivo transitamos pelo reino mineral, vegetal, animal e hominal e desenvolvemos inúmeros recursos e habilidades, e a partir deles ampliamos nosso entendimento sobre a vida e as leis divinas que a regem.
Em tempos mais distantes, atribuímos às expressões da natureza o papel da divindade, às quais reverenciámos ou tememos. Adorávamos o sol como um deus e temíamos os raios e trovões, pois os interpretávamos como a ira divina. Com a ampliação de nossa compressão, hoje reconhecemos os fenômenos da natureza com a criação divina que se deve ser cuidada e preservada por todos nós, somos cocriadores.
Ao nos desembaraçarmos do primitivismo, gradativamente despertamos os instintos, as sensações e as percepções, desenvolvemos a inteligência, reconhecemos as emoções e nos direcionamos para atingir o ápice da evolução: a vivencia do amor universal.
Nossa caminhada evolutiva transcorre sobre o amparo da espiritualidade maior, com atuação mais direta do grupo de espíritos que nos protegem nesta encarnação, protetores individuais e demais bem feitores.
Allan Kardec nos explica que nossa interação com os bem feitores espirituais ocorre pela mediunidade: ''Médiuns são pessoas aptas a sentirem a influência dos espíritos e a transmitir os pensamentos destes. Toda pessoa, que num grau qualquer, experimente a influência dos espíritos, é por este fato médium. Essa faculdade é inerente ao homem, e por conseguinte, não constitui privilégio exclusivo, donde se segue que poucos são que não possuem um rudimento de tal faculdade. Pode-se dizer que toda gente, mais ou menos é médium''.
No contexto espiritual, o conhecimento está a serviço da evolução do espírito. Para ampliarmos este conhecimento espiritual, contamos com a vasta literatura espírita, dessa forma observamos que a intuição cresce a cada encarnação, favorecendo a disseminação do conhecimento, num empenho continuo e amoroso com a espiritualidade superior para nos tornarmos acessíveis as verdades espirituais.
Joanna de Angelis nos diz: ''O psiquismo divino, nele latente, responde ao apelo das forças superiores, qual antena que capta a emissão de mensagens alcançadas somente nas ondas que sintoniza. Experimentando este prazer ético e estético, diferente da brutalidade do primarismo, acostuma-se com ele e esforça-se para novos cometimentos que, a partir de então já não cessam, desde que, encerrado um ciclo, qual espiral infinita, outro prazer se abre atraente, parecendo-lhe cada vez mais fácil''.
Ou seja, a intuição, assim como outros tipos de mediunidade nasce, cresce e floresce gradativamente vida após vida. Se nessa vida sua intuição é rudimentar, esforce-se para aprender e desenvolve-la e poderá em outra vida estar bem aflorada e lhe ajudar no seu aprimoramento e na forma de viver a vida.
Amparados pelos bem feitores espirituais, somos estimulados a vivenciar e conhecer aquilo que favorece a nossa elevação moral. Somos instruídos amorosamente a construir a edificação de nosso ser, reverberando na convivência com o próximo podendo assim contribuir para a pacificação universal.
A intuição é nosso bem mais precioso, pois por ela abrimos as portas da percepção e do entendimento espiritual, somos espíritos vivendo uma experiência humana e não o contrario. Comece a ouvir sua voz interior, entenda que seu Eu interno lhe dá muitas dicas, assim como a espiritualidade que nos assessora. Quem ouve a intuição é mais assertivo nas decisões e vive mais feliz.
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